Câncer de mama: um dos que mais mata pets

Animais fêmeas são acometidas pela doença com mais facilidade que as mulheres

A Campanha do Outubro Rosa se tornou um dos mais fortes símbolos do combate ao câncer de mama em todo o mundo. Isso porque esse ainda é um dos canceres que mais matam e, acredite, animais também são alvo da doença.

Os diagnósticos mais frequentes de animais estão associados a gravidez psicológica. A Dra. Caroline Mouco, diretora da rede de serviços veterinários VET Popular, afirma que a disfunção hormonal causada pela gravidez psicológica também origina a doença.

Diferente dos humanos que possuem outros fatores capazes de desenvolver a doença, a prevenção em pet é mais simples do que se imagina. “A castração sem dúvida alguma é uma das medidas mais seguras para evitar o desenvolvimento da doença, se for antes do primeiro cio, melhor ainda” – comenta a veterinária.

Segundo a veterinária, os sintomas mais comuns associados a um possível diagnóstico de câncer de mama são: inchaços, caroços na região das mamas, sensibilidade no local e secreções por conta da evolução do tumor. O diagnóstico preciso é feito por meio da mastectomia, assim como em mulheres.

Para detectar ainda no início os veterinários precisam muito da ajuda dos tutores. Assim como em mulheres, o exame de toque é sem dúvida um dos principais indícios, por isso é fundamental fazer o autoexame no animal, palpando a região dos seios. Se detectado algum caroço, o mais apropriado é levar o animal imediatamente para uma avaliação médica e iniciar os procedimentos de retirada e exame laboratorial para identificar se é maligno ou benigno.

“Em muitos casos o procedimento cirúrgico já é responsável pela cura, porém, tudo depende do estágio em que está e a classificação do tumor” – comenta Caroline. É importante ressaltar que o animal precisa de acompanhamento com o médico veterinário oncologista para controlar possíveis casos de reincidência.

Por isso, é necessário que os tutores tomem consciência da importância do tratamento preventivo, acompanhamento médico e a necessidade da castração para a qualidade de vida das fêmeas. Caso o tutor opte por não castrar a fêmea, é preciso fazer acompanhamento médico e preventivo, inclusive se não há o cruzamento e a gestação durante o cio.

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