Pets podem apresentar processos alérgicos, como rinite e bronquite; saiba como prevenir esses problemas

O cigarro faz mal para todos, inclusive para os animais de companhia. De acordo com a médica-veterinária e diretora Geral do Grupo Vet Popular (São Paulo/SP), Caroline Mouco Moretti, os cães que convivem com fumantes e ficam próximos a eles, inalando a fumaça do cigarro, estão mais propensos a desenvolver doenças respiratórias como bronquite alérgica, doenças dermatológicas, irritações oculares e até mesmo diversos tipos de câncer, sendo o mais comum e agressivo o pulmonar.

A fumaça do cigarro é extremamente tóxica para os animais, segundo a profissional, e por conta da sua rotina de limpeza, acabam ingerindo ainda mais a nicotina ao se lamber. “Lembrando que mesmo pequena quantidade de fumaça inalada pode ter efeitos prejudiciais sobre os pets”, alerta.

Caroline reforça que o cão pode apresentar coceiras, lesões na pele e, também, nas córneas. “Caso o pet tenha sintomas como espirros, tosses, engasgos, falta de ar e olhos vermelhos é necessário levá-lo ao médico-veterinário para uma avaliação”, recomenda. Além disso, os animais fumantes passivos também podem apresentar queda de pelos e feridas no corpo, que, de acordo com ela, indicam alergia às substâncias dos cigarros.

A melhor forma de prevenir todos os males causados pelo cigarro é o abandono do vício. “Caso isso não seja possível, é importante que o tutor fume em locais abertos e ventilados, além de deixar o animal o mais longe possível da fumaça”, finaliza.

Consequências do cigarro para animais de estimação

Por muitas vezes a manifestação do problema é sem alarmes, você deve ficar atento aos primeiros sinais da influência da fumaça na vida dos pets. Como por exemplo:

– Espirros;

– Coceira;

– Falta de apetite;

– Lesões na pele;

– Corrimento ocular;

– Dificuldade para respirar;

– Bronquite alérgica e dermatológica.

E não é só isso, alguns veterinários vão além e afirmam que o contato com o tabaco pode até causar câncer na boca, nariz, pulmão e mama. Da mesma forma que o ocorre nos humanos, a consequência mais séria da inalação da fumaça nos animais de estimação é o óbito.

É importante lembrar que não apresentar sinais não significa que o pet está bem. Por isso, animais de estimação que têm tutores fumantes precisam realizar regularmente um bom check-up para avaliação de sua saúde.

Prevenção

As consequências da inalação de fumaça de cigarro para os animais de estimação são muitas. Assim, a melhor maneira de prevenção é evitar que os pets a inalem. Você também pode utilizar um purificador de ar que ajuda a eliminar o excesso de toxinas que são liberadas no ar pelo fumo.

Caso queira tocar no pet depois de fumar é necessário lavar as mãos e os cabelos. Outra medida essencial a ser tomada é limpar os cinzeiros e colocar os resíduos em sacos bem fechados para que os animais de estimação não tenham acesso.

Além disso, consultas regulares com o médico veterinário ajudam na prevenção desse e outros tipos de problemas de saúde.

Agora que você já viu os principais sinais apresentados pela inalação da fumaça do cigarro pelos pets, tenho uma pergunta:

Você, médico veterinário está preparado para intervir da melhor forma nesses casos?

Estar preparado para essas e outras emergências pode ser determinante na preservação da integridade do paciente.

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